
🎷 Antonio Adolfo & Os Beatlemaníacos – Quando o jazz carioca encontra os Beatles em Copacabana
Imagina uma noite em Copacabana.
O mar lá fora, as luzes refletindo nos azulejos antigos, e dentro de um clube elegante, o som suave do piano se mistura a uma melodia que você jura já ter ouvido — talvez Yesterday, talvez Come Together — mas com um tempero completamente diferente.
É Beatles com sotaque do Rio, com alma de jazz.
No dia 19 de dezembro de 2025, o Blue Note Rio, dentro do icônico Copacabana Palace, vai ser palco desse encontro inusitado e maravilhoso: Antonio Adolfo & Os Beatlemaníacos, um show que promete emocionar e surpreender até quem acha que já ouviu tudo dos Fab Four.

O que esperar dessa mistura
Sabe aquele tipo de show que faz a gente sorrir do início ao fim? É esse.
Antonio Adolfo é um mestre — daqueles músicos que respiram música, que conversam com o piano como quem fala com um velho amigo.
E quando ele pega os clássicos dos Beatles e passa pelo filtro da música brasileira e do jazz, o resultado é pura mágica.
Não é cover, não é cópia. É reinvenção.
É o som de Liverpool reinterpretado com alma de Copacabana, com acordes que parecem deslizar pela brisa do mar.
O Blue Note: o templo do som elegante
O Blue Note Rio é um lugar que parece ter sido feito pra noites assim.
Luz baixa, acústica perfeita, garçons discretos servindo vinhos e coquetéis enquanto o som preenche o ambiente.
É um clube pequeno, mas com uma energia enorme — você sente a música vibrar nas paredes.
E estar lá é um privilégio.
É o tipo de lugar onde a plateia realmente escuta, aplaude com o coração e sai transformada.
Antonio Adolfo: o maestro do improviso
Pra quem ainda não conhece, Antonio Adolfo é um dos pianistas e arranjadores mais respeitados do país.
Nascido no Rio, ele começou a tocar profissionalmente nos anos 60 e nunca mais parou.
Já tocou com Elis Regina, Milton Nascimento, Djavan — e até hoje é referência mundial no jazz brasileiro.
Ver o Adolfo ao vivo é ver um cara que entende o tempo.
Ele toca com paciência, com carinho, como quem lapida cada nota.
E o mais bonito: ele faz tudo parecer fácil, como se o piano fosse uma extensão do corpo.
Beatles com bossa e alma brasileira
Agora junta isso com Beatles.
Aí o encanto dobra.
Os arranjos trazem samba-jazz, bossa nova, um toque de choro aqui, outro de soul ali.
É música conhecida, mas reinventada, cheia de surpresas.
Quando o piano toca o primeiro acorde de “Blackbird”, por exemplo, você reconhece, mas sente de outro jeito.
É como se a canção tivesse nascido no Rio, com o som do mar ao fundo e o calor da noite.
O clima do público
O público do Blue Note é uma mistura gostosa: tem gente que vai pelo jazz, gente que ama Beatles, turistas curiosos e cariocas que não abrem mão de uma boa noite de música.
Todo mundo se encontra ali — um brinde, um sorriso, uma lembrança compartilhada.
E quando o show começa, o silêncio é de respeito.
As conversas param, os olhos se voltam pro palco, e por alguns minutos, o mundo lá fora deixa de existir.
Dicas pra curtir a noite
- Chega cedo. O Blue Note tem clima intimista e as mesas boas são disputadas.
- Pede um vinho ou um drink da casa. A experiência combina com um gole leve, pra acompanhar o som.
- Desliga o celular. Não por obrigação, mas por prazer. É o tipo de show que a gente vive, não grava.
- Deixa o coração aberto. Você vai ouvir Beatles, sim — mas vai sentir algo totalmente novo.
O charme de Copacabana ao redor
E olha que delícia: o Blue Note fica dentro do Copacabana Palace, um dos endereços mais clássicos do Rio.
Antes do show, dá pra caminhar pelo calçadão, sentir a brisa do mar e ver as luzes refletindo na areia.
Depois, se quiser esticar, tem bares charmosos ali por perto, perfeitos pra encerrar a noite conversando sobre o que acabou de ouvir.
Uma noite pra lembrar
Tem shows que a gente vai. E tem shows que ficam na gente.
Esse é do segundo tipo.
Antonio Adolfo não só toca Beatles — ele traduz Beatles pro idioma do coração carioca.
É o tipo de apresentação que te faz sorrir sem saber por quê.
E quando o piano fizer o último acorde, você vai entender: é sobre a beleza de misturar mundos, sobre o poder da música em conectar o que parecia distante.
Beatles e Rio, jazz e mar, sofisticação e leveza — tudo junto, tudo em paz.




